Há um conjunto de valores deontológicos universais à prática médica e que se mantêm ao longo de milénios. Veja-se o JURAMENTO DE HIPOCRATES que ainda hoje os jovens médicos fazem numa cerimónia coletiva em que recebem o seu diploma.

A atividade médica foi a mais regulada desde sempre, inerente ao poder maior responsabilidade.

Nem sempre a ÉTICA MÉDICA coincide com a REGULAMENTAÇÃO LEGAL sobre determinado assunto. Havendo a possibilidade de outros médicos porem em prática a ajuda segundo a regulamentação, a determinada doente, o médico não é obrigado a ir contra as suas convicções.

Um conceito importante no respeito pelos outros seres humanos, é o reconhecimento da DIGNIDADE HUMANA, a que todos os seres humanos têm direito simplesmente por pertencerem à espécie humana, única em todo o reino animal com MORAL. As crenças e valores de todos os médicos e doentes deverão ser alvo de respeito recíproco.

Uma vez que a discussão teológica e filosófica de quando começa a vida humana e quando acaba é infindável, os médicos têm que atuar com base nos conhecimentos científicos.

Segundo a ciência, o FETO é considerado como PACIENTE, a partir do momento em que é VIÁVEL a sua sobrevivência fora do corpo da mãe. Esta idade é nos países mais desenvolvidos, a partir da 24ª-25ª semana gestacional e depende da capacidade tecnológica existente no local para garantir a existência do feto fora da mãe.

Como o FETO não tem ainda crenças nem valores, a sua existência obriga a que o MÉDICO defenda os seus interesses com base no PRINCÍPIO DO BENEFÍCIO.

Quando o benefício do feto põe em risco a mãe ou ao contrário o benefício da mãe põe em risco o feto é necessário mais do que nunca o diálogo com a mãe de forma a informá-la o melhor possível de forma respeitadora, mas determinada, das possíveis opções a tomar e os seus respetivos riscos de forma a orientar a decisão informada e confortável da mulher tendo em conta o PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DA PACIENTE.